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Nada sobre IA sem nós: IA em prol da acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência
Durante o Fórum da Internet do Brasil, Reinaldo Ferraz destacou o papel da inteligência artificial no desenvolvimento de tecnologias e interfaces mais acessíveis, contextualizando como ferramentas atuais já apoiam designers, redatores e programadores em tarefas como verificação de contraste, revisão de textos, geração de código e identificação de barreiras de navegação. Ressaltou que, embora a IA ofereça recursos para facilitar a criação de conteúdos acessíveis, é necessário testar continuamente aplicações e compreender os limites dessas ferramentas, além de reconhecer que a própria IA depende de conteúdos estruturados e acessíveis para funcionar de forma adequada. Comentou possibilidades futuras de interação, como a extração de detalhes de imagens diretamente em páginas web, e enfatizou que acessibilidade precisa ser considerada desde a base do desenvolvimento. Encerrando, convidou o público a participar da capacitação sobre as novas normas da ABNT para acessibilidade digital, reforçando a importância de formar profissionais preparados para criar e manter conteúdos inclusivos.
A Brief History of Images on theWeb
O artigo apresentado por Reinaldo Ferraz, Diogo Cortiz e Henrique Xavier no WWW Companion 2025 discute a trajetória das imagens no ambiente digital, contextualizando desde as primeiras representações visuais humanas até a evolução das tecnologias que possibilitaram o surgimento das imagens digitais e sua incorporação à Web. Os autores explicam como scanners, câmeras digitais, formatos de arquivo e interfaces gráficas prepararam o terreno para o uso de imagens online e detalham a criação da tag *IMG*, seus atributos e seu papel na acessibilidade. O texto aborda ainda a expansão do uso de imagens em publicidade, blogs, mecanismos de busca, redes sociais e plataformas de compartilhamento, incluindo GIFs, memes e CAPTCHAs, além de discutir como grandes bases de imagens contribuíram para o avanço da inteligência artificial. Por fim, os autores destacam os desafios colocados pela crescente presença de conteúdo sintético gerado por IA e apresentam iniciativas voltadas à identificação da origem e autenticidade das imagens, apontando a importância de acompanhar essas transformações para fortalecer um ecossistema web mais transparente.
Acessibilidade Digital: O que a ABNT NBR 17225:2025 traz para projetos web no contexto brasileiro
Apresentação realizada por Amanda Marques e Jeniffer Deus no WebMedia 2025, abordando o que a ABNT NBR 17225:2025 traz para projetos web no contexto brasileiro. As expositoras contextualizaram a baixa acessibilidade dos sites no país e ressaltaram a importância de uma norma nacional alinhada à Lei Brasileira de Inclusão, oferecendo respaldo técnico e diretrizes claras aos profissionais. Explicaram o papel da ABNT e a construção colaborativa da norma, baseada na WCAG 2.2, detalhando sua estrutura, níveis de conformidade e diretrizes que abrangem desde interação por teclado, imagens, navegação e formulários até apresentação visual, multimídia e marcação semântica. Destacaram como a norma pode orientar as etapas de planejamento, execução e validação em projetos de comunicação, design e tecnologia, reforçando a acessibilidade como parte da qualidade digital e convidando o público a adotar a NBR 17225 como referência para ampliar inclusão e garantir experiências web acessíveis a todas as pessoas.
Acessibilidade digital na prática
Apresentação realizada por Reinaldo Ferraz em evento da Escola Superior do Ministério Público de São Paulo sobre acessibilidade digital, destacando o cenário brasileiro — no qual poucos sites seguem padrões internacionais — e a importância recente da norma ABNT NBR 17225 e da tradução oficial das diretrizes WCAG. Ele enfatizou que, embora tecnologias assistivas e inteligência artificial avancem (como descrição de imagens, reconhecimento de voz e traduções automáticas), elas não substituem o desenvolvimento acessível desde o início. Defendeu a regulamentação do artigo 63 da LBI, a capacitação de profissionais e a articulação entre setores público e privado, além de apontar desafios futuros em novas tecnologias, como realidade virtual, e oportunidades de IA aplicada à Libras e navegação por gestos. O evento reforçou que acessibilidade digital deve ser parte central e contínua da criação de produtos e serviços, garantindo autonomia e inclusão a todas as pessoas.