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Seminário sobre Acessibilidade Digital
A palestra de Reinaldo Ferraz, realizada no Seminário sobre Acessibilidade Digital da Câmara Municipal de São Paulo, apresenta um panorama sobre acessibilidade digital no Brasil, contextualizando sua atuação no Ceweb.br, no NIC.br e no W3C Brasil, além de destacar o trabalho de construção da NBR 17225:2025 e sua relação com a Lei Brasileira de Inclusão. Ele explica o papel do Ceweb.br no desenvolvimento de estudos e padrões técnicos da web, descreve o processo colaborativo de elaboração da norma na ABNT e enfatiza a importância de alinhar o contexto brasileiro às diretrizes internacionais, especialmente à WCAG 2.2. Reinaldo discute dados sobre a população com deficiência, o baixo índice de conformidade dos sites públicos, a relevância de códigos acessíveis para tecnologias assistivas e para a própria inteligência artificial, e detalha como a norma organiza requisitos e recomendações para diferentes aspectos técnicos da web, incluindo formulários, cores, imagens, multimídia e elementos críticos como CAPTCHA e reconhecimento facial. Ele apresenta ainda o checklist da norma e reforça que ela já pode ser usada por governos e empresas como referência para contratação, avaliação e políticas internas. A fala conclui destacando a urgência de ampliar a acessibilidade digital, a importância da capacitação e o papel coletivo de profissionais e instituições para promover experiências web mais inclusivas.
Acessibilidade Digital em tempos de IA
A apresentação de Reinaldo Ferraz no GAAD 2025 discute o cenário atual da acessibilidade digital, destacando dados sobre pessoas com deficiência, o baixo desempenho dos sites em testes de acessibilidade e as exigências legais brasileiras que reforçam a adoção de padrões internacionais como as WCAG. O conteúdo aborda benefícios institucionais e técnicos associados à acessibilidade, além de apresentar referências normativas nacionais e internacionais. Reinaldo explora ainda o papel da inteligência artificial em novas aplicações voltadas às pessoas com deficiência, como ferramentas de descrição de imagens, leitura labial e apoio ao desenvolvimento de código, ressaltando que a IA depende de conteúdos produzidos de forma acessível. A apresentação aponta tendências futuras, como o uso de IA para auditoria automática de acessibilidade e novas formas de interação com interfaces, e enfatiza a importância de capacitar profissionais para que tecnologias emergentes sejam desenvolvidas com atenção à inclusão digital.
Nada sobre IA sem nós: IA em prol da acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência
Durante o Fórum da Internet do Brasil, Reinaldo Ferraz destacou o papel da inteligência artificial no desenvolvimento de tecnologias e interfaces mais acessíveis, contextualizando como ferramentas atuais já apoiam designers, redatores e programadores em tarefas como verificação de contraste, revisão de textos, geração de código e identificação de barreiras de navegação. Ressaltou que, embora a IA ofereça recursos para facilitar a criação de conteúdos acessíveis, é necessário testar continuamente aplicações e compreender os limites dessas ferramentas, além de reconhecer que a própria IA depende de conteúdos estruturados e acessíveis para funcionar de forma adequada. Comentou possibilidades futuras de interação, como a extração de detalhes de imagens diretamente em páginas web, e enfatizou que acessibilidade precisa ser considerada desde a base do desenvolvimento. Encerrando, convidou o público a participar da capacitação sobre as novas normas da ABNT para acessibilidade digital, reforçando a importância de formar profissionais preparados para criar e manter conteúdos inclusivos.
A Brief History of Images on theWeb
O artigo apresentado por Reinaldo Ferraz, Diogo Cortiz e Henrique Xavier no WWW Companion 2025 discute a trajetória das imagens no ambiente digital, contextualizando desde as primeiras representações visuais humanas até a evolução das tecnologias que possibilitaram o surgimento das imagens digitais e sua incorporação à Web. Os autores explicam como scanners, câmeras digitais, formatos de arquivo e interfaces gráficas prepararam o terreno para o uso de imagens online e detalham a criação da tag *IMG*, seus atributos e seu papel na acessibilidade. O texto aborda ainda a expansão do uso de imagens em publicidade, blogs, mecanismos de busca, redes sociais e plataformas de compartilhamento, incluindo GIFs, memes e CAPTCHAs, além de discutir como grandes bases de imagens contribuíram para o avanço da inteligência artificial. Por fim, os autores destacam os desafios colocados pela crescente presença de conteúdo sintético gerado por IA e apresentam iniciativas voltadas à identificação da origem e autenticidade das imagens, apontando a importância de acompanhar essas transformações para fortalecer um ecossistema web mais transparente.